Clareamento dental: consultório ou caseiro?
As duas técnicas clareiam. A diferença está na velocidade, no controle da sensibilidade e no tipo de mancha que cada uma resolve melhor.
Clareamento é o procedimento estético mais procurado da odontologia — e também o mais mal executado por conta própria. Vale entender as duas técnicas profissionais antes de decidir.
Clareamento de consultório
Aplicação de peróxido de hidrogênio em alta concentração (entre 35% e 40%), feita pelo dentista com proteção da gengiva.
Vantagens: resultado visível já na primeira sessão; controle total do profissional; ideal para quem tem prazo curto — casamento, evento, entrevista.
Limitações: maior potencial de sensibilidade; custo por sessão mais alto.
Normalmente são de duas a três sessões, com intervalo de uma semana.
Clareamento supervisionado em casa
Moldeiras individuais feitas sob medida, com gel em baixa concentração (peróxido de carbamida 10% a 22%), usadas algumas horas por dia ou durante a noite.
Vantagens: menor sensibilidade; resultado mais gradual e estável; custo menor; fácil de repetir na manutenção.
Limitações: exige disciplina por duas a quatro semanas; depende do uso correto.
A técnica combinada
Na prática, o protocolo que mais usamos junta as duas: uma sessão de consultório para o "salto" inicial, seguida de duas semanas de moldeira em casa para uniformizar e estabilizar.
Entrega velocidade e estabilidade, com sensibilidade controlada.
Sensibilidade: o que realmente ajuda
A sensibilidade durante o clareamento é comum e temporária. O que reduz de fato:
- Dessensibilizante aplicado antes e depois das sessões
- Gel com nitrato de potássio ou flúor na moldeira
- Espaçar as sessões quando necessário
- Evitar bebidas muito geladas nos dias seguintes
O que não ajuda: interromper o tratamento no meio. Isso gera resultado irregular sem eliminar a sensibilidade já instalada.
O que o clareamento não resolve
Este é o ponto que gera mais frustração:
- Manchas por tetraciclina — respondem pouco e de forma lenta
- Manchas brancas de fluorose — podem até ficar mais evidentes
- Restaurações e próteses — porcelana e resina não clareiam. Se você tem restaurações à vista, elas precisarão ser trocadas depois para acompanhar a nova cor
- Dente escurecido por tratamento de canal — exige clareamento interno, técnica diferente
Por que não fazer por conta própria
Produtos vendidos sem prescrição têm concentração incerta e não vêm com moldeira individualizada. Gel que extravasa provoca queimadura química na gengiva.
Além disso, clarear com cárie ativa, gengiva inflamada ou restauração infiltrada leva o produto a locais onde ele não deveria chegar.
O protocolo na New Concept
Toda avaliação de clareamento começa com exame clínico, registro fotográfico e leitura de cor por escala. No fim do tratamento repetimos o registro — assim o resultado é comparável objetivamente, não pela memória.
Agende sua avaliação e descubra qual técnica é indicada para o seu caso.
Revisão técnica: CRO-CL 024355 · Resp. Técnico: Dr. Paulo Igth de Barros Fukumoto — CRO-SP 164690
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